terça-feira, 12 de maio de 2009

FLUXO MIGRATÓRIOS EM PORTUGAL NO SEC. XX

Considera-se fluxo migratórios, todos aqueles grupos de pessoas que se deslocam do seu país e lugar de origem para outros locais à procura de melhores oportunidade e melhor nível de vida.
Nas primeiras décadas do séc. XX os Estados Unidos impõem-se como um dos principais destinos da emigração Portuguesa, tendo em conta que a maior comunidade de emigrantes portugueses neste país são Açorianos e Madeirenses devido às baixas situações económicas e baixas qualificações.
Outros grandes destinos emigratórios foram Canadá e Venezuela onde se distribuíam, com particulares incidências, pelos sectores hoteleiros, restauração e construção civil. É de salientar que a mão-de-obra portuguesa é apreciada em toda a parte do mundo com muita qualidade e eficiência.
Mas foi a partir da década de 50 que se deu um grande fluxo emigratório transoceânico e intra-europeu.
O transoceânico virou-se mais para o Brasil, Estados Unidos, Canadá, Venezuela e África do Sul. No intra-europeu direccionou-se mais para França e Alemanha, constituindo estes os grandes pólos de atracção.
Na década de 60 começou a delinear-se um novo fluxo migratório, induzido pela progressiva abertura da economia portuguesa por um lado, pela escassez de mão-de-obra derivado do êxodo emigratório para a Europa e do recrutamento militar para ex colónias. Neste contexto, o novo fluxo emigratório apresentou duas componentes principais bem distintas, uma predominantemente europeia constituída por quadros técnicos e empresarias mas também por reformados que se estalam no Algarve, e a outra por trabalhadores não qualificados oriundos de Cabo Verde.
O processo revolucionário porque passou a sociedade portuguesa, na segunda metade da década de 70, quando simultaneamente se enfrentavam as consequências da crise, por outro lado nesse mesmo período a independência das ex colónias não só o regresso de cerca 6000000 portugueses mas também englobando a imigração de novos cidadãos de novos países Africanos para Portugal.
O que é certo e que o contributo dos imigrantes para o desenvolvimento da sociedade portuguesa não se limita à participação activa, contribuindo também para um rejuvenescimento da pirâmide demográfica, a sobretudo incentivam as transacções sócio-culturais.
Na viragem da década de 80 e na sequência da crise petrolífera, levou os países desenvolvidos da Europa a restringir a entrada acentuada de imigrantes, assistimos a uma grande retracção do movimento intra-europeu no entanto é de registar a Suiça e Luxemburgo que se tornaram os novos pólos de atracção para os portugueses.
Verificou-se também uma grande incidência de imigrantes Brasileiros que apresentam um perfil ocupacional bastante semelhante aos dos cidadãos comunitários residentes em Portugal.
Na década de noventa emergiu uma nova fileira de imigração, provenientes da Europa de leste e Ásia, estando esta orientada para hotelaria e restauração.
Na maioria dos portugueses emigrantes acabou por adoptar os países que escolheram para viver, apenas uma minoria regressou a Portugal.
O que subsiste da sua presença em muitos lugares são certos traços fisionómicos, nomes de famílias portuguesas e costumes cujo sentido à muito se perdeu no tempo. Apesar de tudo é espantoso que nos sítios mais distantes da terra milhões de pessoas continuem a manter uma relação muito viva com a Pátria dos seus antepassados.
Numa perspectiva de análise histórica, Portugal é um país de emigração.



Trabalho de grupo: Luz, Leonor e Albertina
30 de Abril de 2009


7 comentários:

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  4. a sério memo(não to a gozar)

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  5. concordo, com a vossa afirmação!
    Portugal é um país de emigração, mas devo dizer que se os nossos lideres nos apoiassem, seria menos emigrante e mais apelativo para os nossos próprios jovens ficarem.
    Continuem com o vosso bom trabalho!!

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